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Obituário - Maria José Cardoso - Miss Brasil 1956

No último dia 23 faleceu a Miss Brasil 1956 - Maria José Cardoso.
O site do jornal paulistano Folha de São Paulo publicou uma bela matéria sobre a trajetória de miss da 1ª representante do Rio Grande do Sul a vencer o concurso nacional.

Miss Brasil de 1956 esteve a dois passos do Universo

Formada em Belas Artes, Maria gostava de passar o tempo junto à natureza


Fabrício Lobel  31.05.2019 às 2h00


Houve um tempo que, além do futebol, o que mais mobilizava torcidas pelo país era a disputa pelo título de Miss Brasil. Revistas e jornais de todo o país acompanhavam as festas preparatórias, as carreatas de carros conversíveis e, claro, o concurso principal.
Em 1956, a disputa se deu no hotel Quitandinha, um palácio que já tinha abrigado até um luxuoso cassino, em Petrópolis, na serra fluminense.
Representando o Rio Grande do Sul, Maria José foi eleita a mulher mais bela do Brasil aos 21.

Maria José Cardoso - Miss Brasil 1956


Nascida na cidade praiana de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, Maria cresceu em Porto Alegre.
Por lá, estudou Belas Artes e chegou a ser professora. Em seu tempo vago, gostava de ler os gaúchos Érico Veríssimo e Mário Quintana.
Com seus olhos azuis reluzentes, Maria José sempre participou de concursos de beleza. Em 1955, foi a miss Rio Grande do Sul, o que a gabaritou para o concurso nacional.
Como prêmio, ganhou uma viagem aos Estados Unidos. De lá, voltou achando que o outono americano era a coisa mais linda que tinha visto.
No ano seguinte, já como miss Brasil, Maria José volta aos Estados Unidos, dessa vez para disputar o título de miss Universo, tido como certo pelos brasileiros naquele ano.
Até a viagem de avião da moça, num voo da Varig, foi alvo de reportagens, tamanha a expectativa. No concurso, Maria José chegou à semifinal, a duas etapas do título, que naquele ano ficou com americana, que disputou em casa. “Injusto”, defende o filho Moacyr.
Maria se mudou para São Paulo onde se casou com um industrial. Em épocas de férias, gostava de estar junto à natureza e andar de charrete.
Nos últimos anos, dedicou-se à igreja evangélica e ao cuidado com os mais pobres. Maria José morreu aos 84, no dia 23, de insuficiência cardíaca. Ela deixa dois filhos e um neto.

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