Domínio latino-americano nos concursos de beleza pode chegar ao fim segundo o Missosology


Site filipino analisa a situação da região e não vislumbra resultados positivos nos próximos 5 anos


"O epicentro do mundo dos concursos está se afastando lentamente da região da América Latina e há muitos fatores que contribuem para isso. A primeira e principal razão é de natureza econômica. Os concursos precisam de patrocínios e cobram taxas de franquia e para que isso se materialize é necessário ter um grande número de fãs no país e a economia também deve estar equilibrada. Infelizmente, o crescimento econômico da região latino-americana estagnou em 2015 e uma recessão de 1% ocorreu em 2016 antes de uma fraca recuperação no ano passado. O estrago econômico na Venezuela, bem como a recessão no Brasil, talvez não tenham diminuído o interesse do público pelos concursos, mas patrocinadores foram difíceis de se conseguir."

Em 1985 o top 5 do Miss Universo foi formado por três latino-americanas, uma europeia e uma africana

Sudeste asiático deve ser destacar ainda mais nos concursos

"Ao contrário disso temos o Sudeste Asiático, onde as principais economias experimentaram um crescimento nos últimos cinco anos. Os patrocínios são abundantes e o interesse do público nos concursos está crescendo. Alguns países da região como Laos, Myanmar e Camboja decidiram participar dos grandes concursos internacionais. E não é de se admirar que os países da região com uma forte infraestrutura publicitária, como Filipinas, Tailândia e Indonésia, tenham se destacado no Big5 recentemente."

O fim de uma era

"O problema da região latino-americana também foi exacerbado pela aposentadoria de Osmel Souza da organização Miss Venezuela há algumas semanas. Todos sabiam que um dia isso aconteceria, mas ninguém esperava que fosse agora. A aposentadoria de Osmel não vislumbra um futuro promissor não só para a Venezuela, mas da cena latino-americana em geral. Afinal, a Venezuela sempre foi o destaque da região.
Outra razão é que quase todos os principais concursos internacionais, exceto o Miss Beleza Internacional, mudaram sua estratégia ao selecionar suas semifinalistas. O Miss Universo no ano passado decidiu mudar seu formato, de modo que apenas 4 candidatas de três regiões (Américas, Europa, Ásia-Pacífico e África) obtiveram vagas no grupo. Outros grandes concursos internacionais podem não ter anunciado oficialmente mudanças em seu formato, mas com base nos grupos de semifinalistas, assim como o Miss Universo, houve um bloqueio à dominação da região latino-americana."

No top 6 do Miss Universo 2016 havia apenas duas latino-americanas

O que o futuro reserva para a região latino-americana nos concursos

"Ainda assim não se pode desprezar a região latino-americana. Vale lembrar que o México conquistou o 2º lugar no Miss Mundo 2017 e a Colômbia também ficou em 2º lugar no Miss Universo 2017 e no Miss Supranational 2017. O que provavelmente vamos ver nos próximos cinco anos é que as vencedoras serão de uma outra região, principalmente porque a Venezuela pode não continuar forte como antes. No entanto, os analistas alertaram que o espaço deixado pela Venezuela pode ser preenchido pelo México e pela Colômbia, ao invés de países fora da América Latina. Por enquanto, é seguro dizer que as misses latinas não vão mais dominar os grandes concursos internacionais como antes, mas a região continuará a ser apaixonada pelos concursos como sempre foi."

Link da matéria original:

http://missosology.org/big5/analysis/48390-end-latina-domination/

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