Pular para o conteúdo principal

Resenha: Miss Grand International 2017

A final do Miss Grand International 2017, realizada em 25 de outubro no Vietnã, reuniu diversos elementos que agradam os fãs dos concursos de miss.
Seguem minhas impressões sobre a final do concurso:

Abertura

A abertura, de início, mostrou a importância das vencedoras anteriores para o concurso, pois todas apareceram. O Vietnã, país anfitrião, foi valorizado nesta e etapa e em outras no decorrer da noite, através de imagens, figurinos e adereços.
O palco tinha um bom tamanho e o painéis projetavam interessantes e belas imagens de ideogramas locais.
A trilha sonora foi o ponto fraco da abertura pois não empolgou a platéia e a coreografia também não. 
O figurino das misses poderia ter sido melhor, já que o vestido era bonito, mas aquelas calças pretas por baixo não ficaram legais.
A apresentação individual das candidatas é algo que tem que acontecer em todos os concursos internacionais, pois este é momento que todas podem aparecer e o Miss Grand International valorizou isso.



Top 20

A chamada para o top foi boa e previsível, pois as favoritas dos fãs entraram, mas faltou emoção. Parecia tudo muito ensaiado e o fato das câmeras não mostrarem as reações das misses é um ponto negativo. Nisso o Miss Universo continua imbatível.

Desfile em traje de banho

O desfile do top 20 em traje de banho foi tecnicamente bom, mas faltou um acessório que acho que acrescenta muito nesta etapa que é a canga. Os biquínis eram bonitos e valorizavam as misses.



 Top 10

O anúncio do top 10, assim como o top anterior, foi carente de emoção. E como não esperaram para que as participantes voltassem para as coxias, havia movimentação pelo palco até a chamada da terceira classificada. Isso é algo que não deve acontecer mais.


Discurso do top 10

Essa é a etapa que dá identidade ao concurso, pois as candidatas discursam sobre o lema do concurso que é "Pare com as guerras". É sempre uma grande emoção.


Despedida da miss reinante

Esse momento é um dos mais emocionantes do concurso. A emoção que a miss reinante Ariska Putri transmitiu foi linda e troca das coroas realizado pelo diretor do concurso Nawat  Itsaragrisil sempre me emociona pois é carregada de significado.





Desfile em traje de noite

Essa etapa do concurso (quando tem né Miss Mundo), o desfile em traje de noite, é sempre lindo de se ver. Eu destaco os trajes das misses Peru, Filipinas e Ucrânia como os melhores, mas todos eram muito belos.



Top 5

O anúncio do top 5 teve a mesma falha dos anteriores (sem registro das reações), mas foi justo. Acredito que uma trilha sonora menos alegre ajudaria muito.

Desfile e pergunta final

Eu inverteria essas etapas e colocaria fone de ouvido das candidatas, pois a pergunta foi a mesma para todas. 

Anúncio do resultado

Até nesse momento as câmeras não registraram as reações das misses e isso é imperdoável. 
Também não gostei da enrolação para o anúncio da do resultado e as câmeras quase perderam a reação da vencedora.



A vencedora

Em postagem anterior eu falei o quanto fiquei feliz com a vitória da Miss Peru e acredito que ela terá um reinado deslumbrante assim como sua antecessora.



Apresentadores

A dupla Nicole Cordoves - Miss Grand Filipinas e 2º lugar no MGI 2016 e o simpático Xian Lim se saíram bem, mas em alguns momento houve um exagero no volume das falas (muito comum em concursos realizados no oriente) e uma certa insegurança.



Público

Os vietnamitas estavam bem desanimados e depois que sua representante não avançou ao top 5, a platéia murchou. Se fosse na Tailândia, Filipinas ou algum país latino a animação seria grande. Vamos aguardar o anúncio do próximo país anfitrião que será divulgado ainda esse ano.

Considerações finais

O Miss Grand International é para mim hoje o 2º melhor concurso de se acompanhar e assistir, ficando atrás somente do Miss Universo. Arrisco dizer que em algumas partes ele até superou o MU, como na valorização das misses anteriores e do país anfitrião. O momento da despedida da miss reinante é único e deixa todos os demais para trás.
Depois de um edição mediana no ano passado em Las Vegas, o concurso voltou a ter uma bela final. Ainda há alguns ajustes que precisam ser feitos, mas no geral o Miss Grand International mostra que ainda é possível fazer um concurso de miss com classe e elegância, sem ser fútil ou enfadonho.
Eu não tenho dúvidas que hoje ele é o 3º melhor concurso internacional e que deverá crescer muito na América Latina.

Top 5


Dados do concurso*

Miss Grand International 2017
Data25 de Outubro de 2017
ApresentaçãoNicole Cordoves e Xian Lim [1]
TransmissãoLet's Viet (VTC9)
Candidatas77
LocalVinpearl Phú Quốc Casino
CidadePhú QuốcVietnã

PosiçãoPaís e Candidata
Vencedora
2º. Lugar
3º. Lugar
4º. Lugar
5º. Lugar
(TOP 10)
Semifinalistas
(TOP 20)
Semifinalistas
  • Brasil Brasil - Caroline Venturini
  • China China - Xuejiao Chen
  • Laos Laos - Chinnaly Norasing

*Wikipédia

Comentários

Top 5 de acessos no mês

Nota de falecimento: Rejane Vieira da Costa (Goulart) - Miss Brasil 1972

Hoje o Mundo Miss está de luto. Infelizmente pela manhã recebi, através do grupo do Voy Miss Brasil On Board no Facebook, a notícia do falecimento da MISS BRASIL 1972 - Rejane Vieira (Goulart era seu sobrenome artístico). Confesso que relutei em acreditar que uma das minhas misses  Brasil preferidas tinha partido tão cedo (59 anos) e resolvi esperar uma confirmação oficial para então escrever um post, que veio pelo site oficial do MISS BRASIL. O motivo do falecimento foi um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ocorrido durante o período de recuperação de uma cirurgia feita em decorrência de uma trombose. Rejane Vieira era uma unanimidade no Mundo Miss no Brasil, uma das misses mais queridas pela sua impactante beleza e simpatia com os fãs. No MISS UNIVERSO 1972 ela conquistou o 2° lugar, e não vou afirmar que foi injusto pois a australiana Kerry Wells também era uma lindíssima.  A gaúcha  atuou como atriz e participou de algumas novelas de sucesso como Ti Ti Ti (1985), Man

A Miss mais bela do ano de 1961 - Marlene Schmidt

 O ano de 1961 é um dos mais fortes em relação a beleza das vencedoras do Grand-Slam, mas a beleza atemporal da representante da Alemanha no Miss Universo a faz a melhor entre as três. O único título do país no Miss Universo foi conquistado em 15 de julho no Miami Beach Auditorium na popular Miami - Flórida - EUA. Marlene Schmidt - Miss Universo 1961 Biografia*: Schmidt, uma refugiada na Alemanha Ocidental depois de fugir da nativa Alemanha Oriental, loira, de olhos negros, 1, 73 m e 24 anos, era uma engenheira elétrica que trabalhava numa fábrica de rádios por US$54 dólares semanais.  Entrou no concurso estadual de beleza de Baden-Württemberg motivada pelo carro oferecido como prêmio máximo, venceu e além do carro conquistou o direito de representar a região no Miss Alemanha, realizado em Baden-Baden. Marlene venceu o concurso nacional, onde foi considerada uma "figura de Botticelli", e foi para os Estados Unidos representar o país no Miss Universo. Competindo com outras 47

Mexicana Andrea Meza vence a 69ª edição do concurso Miss Universo

 O México conquistou sua 3ª coroa de Miss Universo na noite do último domingo com a bela Andrea Meza. Considerada uma das favoritas por missólogos de diversos países, a eleição da mexicana não agradou os fãs do concurso que acusam a emissora de TV Telemundo de "comprar" o título, já que a miss não foi considerada a melhor na pergunta final. Andrea Meza - Miss Universo 2020 Os fãs consideram que a Miss Brasil 2020, Julia Gama, foi a melhor e merecia o título. Julia Gama ficou em 2º lugar no concurso Eu ainda não revi o concurso com o olhar de missólogo, mas acredito que se há tanto descontentamento, é porque realmente o resultado não foi justo. Durante a semana a imprensa especializada mundial noticiou que a mexicana pudesse ser casada (o que é proibido pela organização do Miss Universo) e que estivesse grávida. Andrea Meza na foto promocional que causou a polêmica  Nada se comprovou, pois foi apurado a imagem que circula na internet é de uma campanha promocional de turismo de

Elizabeth Ferreira da Silva - Miss Brasil Beleza Internacional 1988

 O histórico "Miss Brasil da Ilha Porchat" em 1988 foi vencido pela representante de São Paulo - Elizabeth Ferreira da Silva.  Realizado no município litorâneo de São Vicente, o concurso era muito badalado e recebia grande atenção da imprensa. Valorizava-se muito a beleza física da candidatas, que eram coroadas de biquíni. No concurso Miss International 1988 a brasileira não se classificou no top 15, mas ganhou o prêmio de melhor traje típico.  Elizabeth Ferreira da Silva exemplifica o tipo de beleza valorizada pelos concursos no Brasil naquela década. Fonte: Wikipédia Missmemorabilia Pwiki I am the miss

Fernanda Bôscolo - Miss Brasil Beleza Internacional 1980

 O 2º lugar no Miss Brasil 1980 deu a oportunidade da lindíssima paulista Fernanda Bôscolo de ser a Miss Brasil Beleza Internacional 1980. Fernanda Bôscolo no MB 1980 (divulgação) O concurso foi realizado no dia 04 de novembro em Tóquio, no Japão. Apesar de  ter uma beleza impactante, a paulista não foi classificada entre as três finalistas, numa edição muito estranha, que sequer teve chamada para semifinalistas. Biografia* Apesar de nascida na capital, Fernanda mudou-se para Santos aos 6 anos de idade, e o primeiro concurso que disputou foi aos 6 anos, o Mini Miss São Paulo, no programa de TV "Almoço com as Estrelas", competindo com mais de 500 crianças. Em 1980, antes de completar 18 anos de idade, e já morando em Santos, foi eleita Rainha das Praias Brasileiras, no Ilha Porchat Clube, e ganhou o direito de representar o país no Miss Tanga Internacional, realizado em Caracas, Venezuela. Mais de quarenta garotas ambicionavam o título, que acabou ficando em suas mãos, tendo s