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Evandro Hazzy - coordenador técnico do Miss Brasil - concede entrevista e desabafa: "Atual Miss Universo está longe de ser linda"

E o coordenador técnico do Miss Brasil, o gaúcho Evandro Hazzy, concedeu uma franca e surpreendente entrevista para o site oficial do concurso.
Anunciando mudanças no concurso nacional e declarando seu descontentamento com o resultado final do Miss Universo 2014/2015, Hazzy mais vez demonstra que não irá se abalar com as opiniões dos "missólogos virtuais" que insistem em atribuir-lhe o "fracasso de Melissa Gurgel - Miss Brasil 2014" no concurso internacional.
Na minha opinião, o fato de nos classificarmos no top 15 deve ser celebrado e não acredito que o país perdeu seu prestígio no concurso, como alguns afirmam. Pelo contrário, mostramos mais uma vez que estamos no caminho certo, e que aparando algumas arestas conquistaremos a curto prazo o 3º título. Arrisco afirmar que até 2020 ele será nosso.
Segue abaixo o conteúdo da entrevista:


Uma caixinha de surpresas. É assim que Evandro Hazzy define o Miss Universo. Depois de  passar 2014 viajando pelo Brasil para acompanhar as candidatas estaduais e de comandar a preparação de Melissa Gurgel para a disputa mundial, após ela ser eleita a mulher mais bela do país, ele conversou com o Portal da Band sobre a escolha dos jurados em Doral-Miami, nos Estados Unidos. Para o coordenador técnico do Miss Brasil, a colombiana Paulina Veganão era a mais bonita das 88 candidatas. "Ela tem uma beleza harmônica, mas longe de ser uma mulher linda, maravilhosa", declarou.


Sempre polêmico e sem papas na língua, Hazzy ressaltou que é importante saber perder, porém não consegue fechar os olhos para o que chama de “injustiça”. “Ficaram mulheres lindas de fora. Se fosse eu mudaria a classificação, principalmente do top 5. A raça negra não foi representada e isso foi algo que me deixou um pouco triste”.  

Veja a entrevista completa:

Portal da Band: O que você acha que faltou para o Brasil conseguir ir mais longe?
Evandro Hazzy: O Miss Universo é uma caixinha de surpresa. Os jurados de qualquer concurso têm gosto pessoal e o Miss Universo não se julga somente na noite: são 20 dias de confinamento onde se observa disciplina, pontualidade, simpatia, comprometimento, discernimento. Também tem o fator sorte, interesses políticos, network. A menina tem de saber fazer um bom marketing pessoal. É importante preparar sua caminhada e saber aonde quer chegar. Acho que a Melissa fez um bom trabalho, cumpriu o papel dela muito bem. Fez o dever de casa perfeitamente, teve uma força, um brilho muito grande. Ela lutou porque queria muito esse título, então ela está de parabéns. Várias pessoas a colocavam como favorita. Eu acho que estar entre as 15 já é uma vitória.

Porta da Band: Você gostou do resultado do concurso?
Evandro Hazzy: A candidata que venceu o Miss Universo tem uma beleza harmônica, é uma mulher interessante, mas longe de ser linda, maravilhosa, do meu ponto de vista. Desci o elevador com a colombiana uma noite antes da final e tive a oportunidade de conversar muito rapidamente com ela. É uma menina bonita, mas nós temos inúmeras mulheres em shoppings no Brasil com a beleza semelhante à dela. Não achei nada simpática. Inclusive, a reação dela foi morna quando foi anunciada como campeã. Ela não teve, em hipótese alguma, uma reação de felicidade, surpresa ou alegria. 

Portal da Band: Se fosse jurado, você faria outras escolhas?
Evandro Hazzy: Ficaram mulheres lindas de fora. Se fosse eu mudaria a classificação, principalmente do top 5. A candidata da Espanha era maravilhosa e ficou de fora. Eu gostava muito de Itália também. Senti falta de uma negra entre as 15 finalistas. A raça negra não foi representada e isso foi algo que me deixou um pouco triste, já que tinha de beneficiar a todos naquele discurso de politicamente correto. Eu colocaria uma oriental também, ou China ou Japão, que eram chiquérrimas, perfeitas desde a hora que acordavam até à noite, nos ensaios, com figurinos impecáveis. Mas, gosto é algo muito pessoal e os jurados têm o livre arbítrio de fazerem suas escolhas. 

Portal da Band: Das cinco finalistas, quem você acha que merecia a coroa?
Evandro Hazzy: Acho que foi um dos anos com mais injustiças. Todas responderam mal, fugindo um pouco do foco. Se eu tivesse de escolher entre as cinco que estavam ali eu ficaria com a Miss Ucrânia a léguas de distância das demais. Ela tinha uma beleza facial incrível, um vestido de gala maravilhoso. Para mim, tinha de ser ela. A Paulina tem uma beleza morna. 

Portal da Band: Se pudesse você mudaria alguma coisa na preparação da Melissa?
Evandro Hazzy: Estou muito feliz pelo trabalho realizado. Desde 2011, o Brasil mantém o lugar entre as semifinalistas. Isso é resultado de um trabalho de equipe, um trabalho forte do Grupo Bandeirantes, um trabalho árduo também para mim como preparador. Só o fato de estar entre as finalistas já é uma vitória. Este ano vou mudar um pouco meu foco, sei bem agora o que eles buscam. Precisamos de uma mulher que continue com essa mesma atitude e essa garra da Melissa, mas vou mudar um pouco o foco de trabalho em relação à preparação, não só o corpo, que conta muito e faz a diferença, mas o psicológico, o conhecimento em idiomas e a elegância como diferencial. 

Portal da Band: Você trabalha no Miss Brasil desde 1997. Que lição você tira disso tudo?
Evandro Hazzy: Entre 88 países, só uma representante seria vencedora e, às vezes, a vitória não é chegar em primeiro lugar, mas honrar o papel que você está fazendo. Ser miss não é só conquistar a coroa e sim levar no peito uma nação.  Só chega ao primeiro lugar quem tem network, quem sabe fazer da sua caminhada rumo ao título com um marketing pessoal muito grande, um planejamento minucioso. É fundamental que se tenha grupos de profissionais envolvidos que vão fazer com que você conquiste seu objetivo, porque sozinha a miss não chega a lugar algum. Cabe a nós aplaudir a nova Miss Universo e aceitar mesmo não sendo a minha candidata, assim como aconteceu no Miss Brasil: alguns amaram a vitória da Melissa e outros não. Na vida temos de saber administrar derrotas. Isso é fundamental. Tem uma frase que eu levo sempre comigo que é: "eu não quero que me aceite e sim que me respeite". Acho que é bem isso que um concurso de miss exige. Não precisa aceitar, só respeitar as pessoas e as escolhas.



Melissa Gurgel - MB 2014 e Evandro Hazzy

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A minha preferida é a de 1987, que traz crianças de Cingapura (país anfitrião). Ela seria perfeita se também trouxesse a Miss Universo 1986 - Bárbara Palácios.
Disponível em: http://www.pageantopolis.com/1980-1989-4.html